Muitos aquaristas, começaram no hobby com ele, e muitos deles hoje em dia, os taxam erroneamente, como peixes de principiantes.
Há no meio aquarístico, praticamente duas vertentes distintas sobre os Kinguios; uma que os adora e outra que os odeia.
Não vamos aqui discutir sobre quem esta ou não certo; vamos sim procurar falar um pouco mais sobre esse já tão falado e tão conhecido peixinho.
SUA ORIGEM:
Todos os kinguios atuais, os ditos de raça ou não, são descendentes de uma carpa. Sim da carpa selvagem conhecida por Carassius auratus. Como pode ser visto, essa carpa, esta muito longe de parecer nossos conhecidos amigos coloridos. Marron levemente dourada, barbatanas curtas e retas, e um formato de corpo que no máximo lembra os Kinguios mais comuns. E é dela, que vieram todos os demais Kinguios que conhecemos e ainda vamos conhecer.
Nota: Alguns afirmam que eles vem da carpa chamada Carassius carassius, mas na verdade, há dúvidas sobre isso. Na época da sua criação, não havia nomenclatura oficial tal qual conhecemos hoje, somente alguns textos chineses em que são descritas características dessas carpas, e ambas a Carassius carassius e a Carassius Auratus se encaixam nessas descrições. Essa confusão pode se dar devido a Carassius carassius, também chamada de Crucian carp (primeira carpa classificada), ser o espécie da qual a Carassius Auratus se origina.
O que levou essa singela carpinha a acabar virando os Kinguios que vemos hoje, foram anos, séculos mesmo de criação seletiva e mutações.
Sabe-se que os chineses foram provavelmente os primeiros a se ocuparem com isso, a mais de mil e quinhentos anos atrás. Registros mostram que sua criação pode ter começado entre as dinastía Tsin e a dinastía Tang (265 a 906 d.C.), mas textos explícitos e completos sobre eles, datam somente da dinastia posterior a dinastia Sung.
Os “peixes dourados” (como eram chamados na época) eram criados exclusivamente por (e para os) nobres da corte do imperador e eram vetados ao povo.Sabe-se que só por volta do século XI, que sua criação foi parcialmente liberada “à plebe”, o que causou um boom em seu crescimento.Foi mais ou menos nessa época que começaram a aparecer os Kinguios mais parecidos com os atuais. Foi o início de uma espécie que tomaria o mundo.
Cerca de uns cem anos depois, os Kinguios (alguns ate de forma contrabandeada) deixam as fronteiras da China e ganham a Ásia.
O Japão foi o primeiro país a render-se a seu fascínio. A cidade de Koriyama foi umas das primeiras a ter criadores deles fora da China, e é até nossos dias, referência mundial na criação desses peixes. E notem isso faz mais de quinhentos anos!Foram de lá, e graças aos japoneses, que espécies completamente diferentes apareceram. De lá que vieram as conhecidas espécies Ryukin, Shubunkin, Demekin, Tosakin, Hamanishiki entre outras.
Com o passar dos anos (na verdade décadas e décadas), a política externa do Japão foi-se alterando e abrindo diálogos e comercialização com paises ocidentais; com isso os Kinguios acabaram aparecendo com uma verdadeira coqueluche em paises como Inglaterra, Portugal e França. Vale lembrar que eram peixes extremamente caros e raros, pois vinham todos do outro lado do mundo.
Depois disso os Kinguios começaram aos poucos a aparecerem pelo mundo todo. Foi em meados do século 19 que eles aparecem como novidade nos Estados Unidos e ganham lá adeptos e fãs imediatamente e até mesmo alguns criadores sérios e responsáveis. Exemplo disso é que pouco depois aparece por lá o primeiro Kinguio não asiático, o Cometa.
SUA EVOLUÇÃO:
Como já vimos; há um grande caminho entre a carpa Carassius carassius e os Kinguios atuais.
Para termos uma pequena idéia de quão grande e radical foi essa mutação, vamos ver a seguir um pequeno esquema que mostra isso de forma bem simples.
Partimos da primeira carpa e vamos até o primeiro exemplar de cada uma das espécies iniciais.
SUAS VARIANTES:
Hoje em dia, temos mais de 150 variantes catalogadas, peixe que podem ter formas e cores das mais diversas.
Como já dissemos, com cruzamentos seletivos, onde algumas características (na maioria das vezes naturais) eram salientadas e fortalecidas, os peixes iniciais, foram ganhando formas e cores cada vez mais distintas e elaboradas.
A primeira grande modificação registrada, foi a mudança da cor castanho dourada da nossa “crucian carp” para um vermelho pálido e depois para um vermelho intenso. Depois , outras cores como o laranja, o amarelo e o branco foram conseguidas da mesma forma.
Junto a isso, formas diferentes também foram aparecendo, a primeira registrada, foi o crescimento das barbatanas (principalmente a caudal) e pouco tempo depois a “duplicação” da cauda.
Modificações nos olhos, no formado e tamanho da cabeça, o aparecimento de protuberâncias nasais (chamadas pompons), foram sendo registradas e fixadas com o tempo.
Desses peixes iniciais, surgiram, devido a cruzamentos entre formas e cores diferentes, as inúmeras espécies atuais.
Seria bastante trabalhoso e demorado, tentar falar aqui década uma desses espécies, então vamos mencionar somente as mais comumente achadas em nossas lojas e consequentemente em nossos aquários.
Kinguio Comum Apresenta o corpo bastante semelhante ao da carpa original. Sua cor básica é um laranja brilhante, mas pode também ser encontrado vermelho ou amarelo. Sua barbatana dorsal é longa, mas baixa. As demais são bastante parecidas às da carpa original. Barbatana caudal levemente bifurcada.
A sexagem dessa variante é muito difícil (como na maioria dos Kinguios), mas geralmente depois de adultos os machos são menores e mais afilados que as fêmeas. É um peixe é muito resistente que não necessita de cuidados especiais. Como todo Kinguio, tem o hábito de ficar fuçando o substrato e prefere se alimentar no fundo. São sociáveis e podem facilmente conviver com outros peixes de parâmetros compatíveis.
Kinguio Bolha (ou Olhos de bolha) (Shuihogan) Os Olhos de bolha (Bubble Eye) são chamado assim por possuir duas bolsas sob os olhos. Essas bolhas , são cheias de fluídos corporais e devem ser manuseadas com muito cuidado, pois estouram facilmente. Com a idade, essas bolsas vão focando cada vez maiores, o que dificulta muita o peixe a nadar; sendo assim deve ser mantido com outros peixes lentos.
No aquário, decorações como troncos, galhos, pedras ou o quer que seja não deve possuir partes cortantes e/ou pontudas, sob o risco de danificar (furar / rasgar) suas bolsas. Essas se rompidas, voltam com o tempo a cicatrizar (se bem tratadas, lógico), mas dificilmente voltam à forma original e sempre deixam uma cicatriz. É um Kinguio que gosta de águas um pouco mais quentes (27 a 28ºC) e é exigente em relação à qualidade da água. Sua coloração pode variar entre o vermelho, o preto, o ouro e um bicolor branco e vermelho. Um detalhe seja qual for a cor, seus olhos são sempre vermelhos (sinal de raça). É extremamente difícil fazer a sexagem dessa variante. Aprecia muito uma dieta verde e a espécie não possui barbatana dorsal.
Kinguio Cabeça de Leão (Rantyu) Os Cabeça de leão, são uns dos primeiros ditos exóticos a serem selecionados na China, sendo então umas das variantes mais velhas entre os Kinguios de raça. È bastante amado e cultuado tanto na China como no Japão. Apresentam o mesmo gorro dos Orandas (dos quais se originam), só que esse gorro nos Cabeça de leão é muito maior e toma toda a cabeça deles, parte superior, laterais, inferior e frontal.
Em alguns exemplares (de raça muito apurada) essa protuberância se desenvolve tanto de tão grande que devido a ocupar os opérculos, fazem o peixe a ter dificuldade em respirar. Tem um corpo grosso, curto e arqueado e uma barriga saliente e gorda. Não possuem barbatana dorsal e a caudal é dupla, curta e sempre armada (sinal de raça)Aceito em varias cores, lisos os malhados.
Kinguio Celestial Vindos da mesma linhagem dos Telescópios, só que têm os olhos são virados pra cima, para a superfície da água. Por esse motivo têm a visão bastante prejudicada e apresentam uma dificuldade grande em localizar ate o alimento. Devem preferivelmente ser mantidos em aquários somente com variantes iguais. Cuidado especial à decoração do aquário para evitar objetos que possam danificar seus frágeis olhos. Cuidado também com os tubos dos filtros que podem sugá-los.
É um peixe pouco recomendado para iniciantes; mas se tratados adequadamente, chegam a viver cerca de quinze anos. São especialmente sensíveis a águas frias. Tem sua barbatana caudal dupla e não apresenta a barbatana dorsal.
Kinguio de Pérola Têm o corpo em forma de ovo de forma bem acentuada e uma bonita cauda dupla. Mas a característica marcante dessa variante é a coloração brilhante; suas escamas, são maiores e muito mais grossas que as normais, dando à cor um brilho (reflexo) muito bonito. Exemplares de boa linhagem, apresentam ainda uma coroa no topo da cabeça parecida com as dos Oranda (se bem que menos que).
Mas como dito a características marcante são suas escamas grandes e grossas, que fazem mesmo parecer que perolas fora presas ao seu corpo. Um Escama de pérola (Pearl scale) de boa linhagem, parece uma jóia montada manualmente. É aceita em várias cores, lisos os malhados. Pode chegar a media mais de 15 centímetros e vive cerca de 10 anos.
Gosta de uma dieta a base de verde e bem variada. Forte e resistente, pode ser criado por iniciantes. Tem o habito de cavar o substrato em busca de comida e adora desenterrar plantas do aquário (normalmente as come também). Bastante sensível a temperaturas abaixo de 14ºC.
Kinguio Oranda É o resultado do cruzamento seletivo entre os Cabeças de leão e os Véus, saiu então um peixe bastante bonito; apresentando a protuberância carnosa dos Cabeças de leão, só que bem menor (nesse ela limita-se ao topo da cabeça) e as barbatanas muito longas dos Véus.
A protuberância do topo da cabeça demora cerca de dois anos para se desenvolver completamente, e é como o peixe vive nesse período (qualidade de água e alimentação) que define o tamanho desse “gorro”. São bastante sociáveis e dóceis. Gostam muito de uma dieta que contenha verdes. É resistente e forte, apesar de que alguns indivíduos terem propensão a doenças da bexiga natatória.
Podem apresentar algumas variações de cores, sendo os vermelhos alaranjados e os conhecidos como “Red Cap” (brancos com a carapaça vermelha) os mais comuns.
Atualmente, devido ao cruzamento indiscriminado, esta se tornando difícil acharmos Orandas de uma linhagem boa, onde essas características ficam bem acentuadas.
Kinguio Pompom (Hanafusa) Apresentam duas protuberâncias carnosas na altura das narinas (chamados por uns de lóbulos nasais) que dizem lembrar os pompons das cheerleading, vindo daí seu nome.
São aceitos pompons de vários tamanhos (grandes e pequenos, dependendo da genética do peixe), mas os dois devem ser exatamente do mesmo tamanho sempre.
Possui um corpo forte e oval, barbatanas bem desenvolvidas e uma bela cauda dupla. Apesar de apresentar alguns indivíduos de cor marrom (chamados chocolates), os mais comuns são os ouro avermelhados. Forte, resistente, gosta de uma dieta a base de verdes, de uma temperatura em torno de 22ºC e de um bom espaço para nadar.
Kinguio Ryukin É talvez a variante mais popular e querida no Japão e na América do norte. É um lindo peixe, que apresenta um corpo forte e robusto, em forma ovalada e com uma curvatura muito acentuada no dorso. Suas barbatanas são bem formadas, longas e armadas. Cauda de dois lóbulos duplos e grande. Possuem também a cabeça bem afilada e ligeiramente pequena em relação ao corpo.
A sua característica mais marcante e procurada é a curvatura do dorso (corcunda), quanto maior for essa, mais perfeito é tido o peixe. É um Kinguio rápido e que gosta de nadar em grandes espaços. Também apresenta tendência de ter problemas bexiga natatória. São aceitos em uma variedade de cores, incluindo; o vermelho, o vermelho e branco, o branco e o cálico.
Têm o corpo curto, barbatanas pélvicas e anal desenvolvidas e uma bela e dupla barbatana caudal.
A maioria deles tem dificuldade de visão, sendo aconselhável mantê-lo num aquário com peixes calmos e lentos. Gostam bastante de uma dieta verde e rica.
São peixes muito dóceis e não raro vem comer na mão do dono e permitem ate ser acariciados de leve.
Kinguio Telescópio (Demekin) Uma das variações mais antigas de Kinguios, sendo um dos primeiros Kinguios “exóticos” a aparecer no Brasil. Os Telescópios, também são conhecidos (principalmente na Ásia) com o nome de Peixe com olhos de dragão, no Japão e chamado de Demekins.
Apresentam os olhos bastante saltados. Possuem as pupilas protegidas por uma camada grossa de cristalino. É aceito em uma grande variedade de cores, tendo inclusive duas dessas cores que atualmente são consideradas variantes separadas; o Telescópio preto é o chamado Black Moor e os preto e branco chamados de Panda Moor.
Podem ser aceitos nas seguintes cores; vermelho, vermelho e branco, cálico, preto e branco, marrom (chamado chocolate), lavanda e preto.
Kinguio Panda Moor São uma variante conseguida a partir dos Telescópios. O Panda Moor é uma variante preta e branca desse antigo peixe.
O corpo e as nadadeiras são exatamente iguais aos dos Telescópios, a única diferença entre eles é que os Panda Moor apresentam essa coloração branca e preta.
Têm o mesmo problema de visão dos Telescópios, logo como eles, devem ser mantidos com peixes também calmos. E assim como eles, em seus aquários deve ser evitado objetos pontiagudos e cortantes (devidos aos olhos salientes).
São peixes muito bonitos, resistentes e não gostam de água muito fria (ideal em torno de 26ºC). Dóceis e sociáveis.
É uma variante relativamente nova e ainda pouco comum em lojas.
Kinguio Black Morr Outra variante vinda dos Telescópios, que varia desses somente pelo fato de ser todo preto. Até pouco tempo atrás era considerado também como um Telescópio; inclusive os Telescópios pretos foram os primeiros a aparecerem no Brasil.
Os cuidados com ele devem ser os mesmos dispensados aos Telescópios ou aos Panda Moor.
Uma curiosidade interessante em relação a eles, quando chegam a uma idade avançada (vivem cerca de 12 anos) sua cor ganha uma aparência aveludada.
Não gostam de temperaturas abaixo de 24ºC.
Kinguio Cometa Apresenta o corpo bastante parecido ao Kinguio Comum, o que o diferencia deste, são as barbatanas do cometa, que são bem mais longas, inclusive a característica principal desse peixe é a barbatana caudal, que apesar de simples, é bastante grande em relação ao corpo do peixe (chega a ter 2/3 do tamanho do corpo) e acentuadamente bifurcada.
Os cometas são poucos indicados para aquários, pois são bastante agitados e gostam muito de nadar rapidamente. Se colocados em aquários, este deve ser grande o suficiente para permitir isso; mas o ideal mesmo para tê-los é em lagos.
Gostam muito de uma dieta herbívora, aceitando de bom grado alimentos verdes como espinafre, alface e ate ervilhas. Mas apesar disso não dispensam um blood worms ou um tubifex.
O Cometa é o primeiro Kinguio a ser criado fora da Ásia. Foi desenvolvido nos Estados Unidos em 1880 por um criados chamado Hugo Mullert.
Mullert era ligado ao governo e após (e durante) o desenvolvimento dessa variante os soltava no lago em frente ao “Government Fish Commission Comet” vindo daí seu nome.
É conhecido no Japão por Kometto.
Sua sexagem só pode se feita em adultos; os machos desenvolvem tubérculos brancos nas bordas dos opérculos e nos raios maiores nas nadadeiras peitorais.
Há algumas variações de cores possíveis; o tradicional dourado avermelhado, amarelo, o vermelho e alguns bicolores com essas cores e preto.
Recentemente aceito, o Cometa Sarasa um peixe de cor branca com grande manchas vermelhas.
Kinguio Fantail O Kinguio que leva esse nome, o leva devido à exuberância de sua cauda. Apresenta uma cauda de dois lóbulos duplos, formando um conjunto muito vistoso e bonito.
Apresentam uma variedade muito grande de cores, sendo o todo vermelho dourado o mais comum deles.
São resistentes, aceitam uma faixa de temperatura bem ampla e vivem bem tanto em aquários como em lagos.
É conhecido também por peixe hélice por algumas pessoas, devido ao formato de sua cauda.
Têm o corpo relativamente curto, oval, com uma barbatana dorsal bem desenvolvida e sempre armada.
Machos adultos, e na época de reprodução, apresentam os tubérculos brancos nos opérculos e nos primeiros raios das barbatanas peitorais.
Kinguio Ranchu Outro exemplar bastante exótico; difícil aceitar que veio de uma carpa, como os demais. Apresenta o corpo forte, acentuadamente em forma de ovo e com o dorso bem curvado.
Têm nadadeiras pouco desenvolvidas, com exceção da caudal que é relativamente 9em comparação com as outras) maior e sempre armada. Não apresenta a barbatana dorsal o que ressalta ainda mais a curvatura do dorso. Têm uma cabeça curta e forte (na Ásia é chamado de Cabeça de búfalo) com um gorro situado bem na sua parte superior.
Vieram de cruzamentos e seleções feita a partir dos Cabeça de leão, e são uns dos Kinguios mais amados entre os japoneses que costuma o chamar de “Reis dos Kinguios”. Nada devagar e por isso devem estar em aquários com peixes também calmos e lentos. Pode viver tanto em aquários como em lagos e vive por bastante tempo (cerca de10 anos).
Podem apresentar cores que variam do vermelho, laranja, branco, vermelho e branco, preto, preto e branco, preto e vermelho e um marrom. Existe uma variação cálido com a cabeça vermelha que é considerada extremamente rara. São relativamente sensíveis quanto à qualidade da água e a mudanças bruscas de pH.
Kinguio Shubunkin Os Shubunkin, são uma variante de Kinguios à parte; parecem tanto com o Comum, como com o Cometa, mas foram desenvolvidos para serem uma variante somente do patrão de cor cálico. Suas escamas tem uma opalescência muito bonita, dando a ele um lindo aspecto.
Têm as barbatanas bem desenvolvidas e sempre armadas. Crescem muito (mesmo em aquários) o que faz com que tenha que ficar em aquários bem grandes ou em lagos.
Hoje são aceitas três variedades do Shubunkin; o Shubunkin de Londres, o Shubunkin de Bristol e o Shubunkin Japonês / EUA. O Shubunkin Japonês / EUA é o mais simples deles, apresenta a barbatana caudal muito parecida com a do Cometa e tem o corpo mais alongado. O Shubunkin Londres (criado por Mrs. Whittington) tem uma barbatana caudal curta e larga.
E o Shubunkin Bristol, desenvolvido pela Sociedade Aquarists Bristol, é o mais bonito deles, devido ao tamanho e forma arredondada da barbatana caudal. Peixe resistente e aconselhável para lagos.
Kinguio Véu Essa variante, é talvez a que apresenta as maiores barbatanas entre os Kinguios.
Não raro a barbatana caudal (dupla) ultrapassa o tamanho do corpo do peixe sendo que as demais também ficam muito grandes. A barbatana caudal, apesar de dupla, não possui uma bifurcação entre os lóbulos, sendo essa uma das características da raça.
Pode apresentar muitas cores diferentes, lisos ou malhados.
Nadam lentamente devido ao peso das barbatanas e não gostam de águas movimentadas.
SUAS CARACTERÍSTICAS:
Ficha Técnica:
Família: Cyprinidae
Gênero: Carassius
Espécie: Carassius auratusSubespécie: Carassius auratus auratus
Origem: China
Tamanho: Varia de variante para variante, mas normalmente oscila de 15 a 30 centímetros.
Alimentação: Onívoro
Comportamento: Pacífico
Parâmetros da água:
pH: 7.0 a 7.7
Dureza: 5 a 10 dH
Temperatura: Varia de variante para variante. Vai de 10 a 23ºC
Espaço Requerido: Sugere-se um mínimo de 40 litros por peixe, num aquário compatível com o tamanho do peixe.
Dificuldade: Média.
MANUTENÇÃO:
AQUÁRIO
Tamanho / Capacidade:
Pensem comigo a média de tamanho dos Kinguios adultos é 15 centímetros, alguns chegam fácil a 25 centímetros e uns com algo perto de 1 quilo, então a singela imagem de um peixinho dourado (kinguio) nadando num “aquário bola” é nada mais nada menos que estupidez, certo? É só preciso pensar!
Bom dito isso, vamos ver o que seria um aquário bom para eles. Fala-se em 40 litros por peixe certo? Você já deve ter ouvido falar isso por ai, mas calma lá!
Isso não quer dizer que você pode colocar um peixe de 30 centímetros e 1 quilo, em um aquário de 40 litros. Lógico não? O tamanho e não só a litragem é muito importante também.
Espaço para nadar, se exercitar e brincar é primordial para que eles vivam bem e não se estressem ate a morte.
Um aquário de uns 100 litros (algo próximo de 60X40X45 cm) já daria para termos uns 3 ou 4 kinguios (dependendo da variante escolhida). Lembrem-se vocês têm que raciocinar com o tamanho deles adultos e não com o tamanho do filhotinho que vocês irão comprar.
Quer ter mais kinguios? Não há outra alternativa (não uma correta!), compre e monte primeiro um aquário maior.
Kinguios precisam de espaço, e privá-los disso, nem que seja por pouco tempo, é pura maldade.
Substrato / Decoração:
Kinguios são na sua grande maioria peixes que gostam de “fuçar” o substrato do aquário. Então colocar um substrato fino demais, é pedir pra termos uma água mais suja. Use cascalhos de granulometria média; podem ser ate de dolomita ou aragonita que anda tem a vantagem de alcalinizar a água.
Lembrem-se disso inclusive, a água de um aquário de Kinguios deve ser levemente alcalina (7.0 a 7.7) então mantermos um substrato alcalinizante é um grande negócio. E também pensando por esse lado, troncos, galhos e outro tipo de decoração que possa a vir a acidificar a água, é totalmente desaconselhável.
Filtragem:
Todos sabem que Kinguios gostam de fuçar o fundo do aquário, em busca de alimentos. Outra coisa que sabemos (mas muitos não sabem o por quê) é que os Kinguis fazem muita sujeira (leia-se fezes aqui). Bom tudo isso digamos é verdade e contribui em muito para sujar a água do nosso aquário.
Solução? Simples, se o normalmente indicado para um aquários de peixes tropicais é um sistema de filtragem que tenha a capacidade de 5 a 6 vezes o volume de água do aquário por hora, no caso de kinguios dobre isso.
Um aquário de kinguios deve ter um filtro bem forte que no mínimo faça 10 vezes o volume total por hora e muito bem servido tanto de mídias biológicas como de mídias mecânicas, principalmente as mecânicas (perlon por exemplo).
Outra dica, uma boa circulação da água dentro do aquário é essencial para o sucesso dele. Procure posicionar o filtro (ou os filtros) de maneira a não deixar criar pontos mortos (pontos em que a água fique parada). Se isso ocorrer, há uma solução, há no mercado pequenas bombas submersas muito usadas nessas fontes pequeninas, compre uma (ou mais se for o caso) e coloque dentro do aquário, direcionando se fraco jato de modo a não permitir que a água fique parada onde esta. Pontos mortos são pontos de acúmulo de sujeira e criam se não cuidados amônia facilmente, alem de contribuírem em muito com o aspecto sujo da água.
Nota: Uma boa maneira de saber onde há pontos mortos no aquário é depois da montagem colocar todo sistema para rodar (ainda sem peixes lógico!) e jogar um pouco de ração em flocos e observar. Elas vão encharcando e afundando aos poucos, acompanhando a movimentação da água. Onde tiver um ponto morto elas irão se juntar ali.




















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